A arte pré-histórica africana foi incontestavelmente um
veículo de mensagens pedagógicas e sociais. Os San,
que constituem hoje o povo mais próximo da realidade
das representações rupestres, afirmam que seus
antepassados lhes explicaram sua visão do mundo a partir
desse gigantesco livro de imagens que são as galerias.
A educação dos povos que desconhecem a escrita está
baseada sobretudo na imagem e no som, no audiovisual.
KI-ZERBO, J. A arte pré-histórica africana. In: KI-ZERBO, J. (Org.)
História geral da África, I: metodologia e pré-história da África.
Brasília: Unesco, 2010.
De acordo com o texto, a arte mencionada é importante para os povos que a cultivam por colaborar para o(a)
“Devo estar chegando perto do centro da Terra. Deixe
ver: deve ter sido mais de seis mil quilômetros, por aí...”
(como se vê, Alice tinha aprendido uma porção de coisas
desse tipo na escola, e embora essa não fosse uma
oportunidade lá muito boa de demonstrar conhecimentos,
já que não havia ninguém por perto para escutá-la, em
todo caso era bom praticar um pouco) “... sim, deve ser
mais ou menos essa a distância... mas então qual seria
a latitude ou longitude em que estou?” (Alice não tinha
a menor ideia do que fosse latitude ou longitude, mas
achou que eram palavras muito imponentes).
CARROLL, L. Aventuras de Alice: no País das Maravilhas, Através do Espelho e outros textos.
São Paulo: Summus, 1980.
O texto descreve uma confusão da personagem em
relação
Dois grandes eventos históricos tornaram possível
um caso como o de Menocchio: a invenção da imprensa
e a Reforma. A imprensa lhe permitiu confrontar os
livros com a tradição oral em que havia crescido e lhe
forneceu as palavras para organizar o amontoado de
ideias e fantasias que nele conviviam. A Reforma lhe
deu audácia para comunicar o que pensava ao padre do
vilarejo, conterrâneos, inquisidores — mesmo não tendo
conseguido dizer tudo diante do papa, dos cardeais e dos
príncipes, como queria.
GINZBURG, C. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Cia. das Letras, 2006.
Os acontecimentos históricos citados ajudaram esse
indivíduo, no século XVI, a repensar a visão católica do
mundo ao possibilitarem a
A propriedade compreende, em seu conteúdo e alcance,
além do tradicional direito de uso, gozo e disposição por
parte de seu titular, a obrigatoriedade do atendimento de
sua função social, cuja definição é inseparável do requisito
obrigatório do uso racional da propriedade e dos recursos
ambientais que lhe são integrantes. O proprietário, como
membro integrante da comunidade, se sujeita a obrigações
crescentes que, ultrapassando os limites do direito de
vizinhança, no âmbito do direito privado, abrangem o campo
dos direitos da coletividade, visando o bem-estar geral, no
âmbito do direito público.
JELINEK, R. O princípio da função social da propriedade e sua repercussão sobre o sistema do Código Civil. Disponível em: www.mp.rs.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2013.
Os movimentos em prol da reforma agrária, que atuam com base no conceito de direito à propriedade apresentado no texto, propõem-se a
Nas últimas décadas, uma acentuada feminização
no mundo do trabalho vem ocorrendo. Se a participação
masculina pouco cresceu no período pós-1970, a
intensificação da inserção das mulheres foi o traço
marcante. Entretanto, essa presença feminina se dá mais
no espaço dos empregos precários, onde a exploração,
em grande medida, se encontra mais acentuada.
NOGUEIRA, C. M. As trabalhadoras do telemarketing: uma nova divisão sexual do trabalho? In: ANTUNES, R. et al. Infoproletários: degradação real do trabalho virtual. São Paulo: Boitempo, 2009.
A transformação descrita no texto tem sido insuficiente
para o estabelecimento de uma condição de igualdade de
oportunidade em virtude da(s)