ENEM - 2021 - INEP

N° de questões: 179

1

INF846

Inglês

        We are now a nation obsessed with the cult of celebrity. Celebrities have replaced the classic notion of the hero. But instead of being respected for talent, courage or intelligence, it is money, style and image the deciding factors in what commands respect. Image is everything. Their image is painstakingly constructed by a multitude of different image consultants to carve out the most profitable celebrity they can. Then society is right behind them, believing in everything that celebrity believes in. Companies know that people will buy a product if a celebrity has it too. It is as if the person buying the product feels that they now have some kind of connection with the celebrity and that some of their perceived happiness will now be passed onto the consumer. So to look at it one way, the cult of celebrity is really nothing more than a sophisticated marketing scheme. Celebrities though cannot be blamed for all negative aspects of society. In reality society is to blame. We are the people who seemed to have lost the ability to think for ourselves. I suppose it’s easier to be told what to think, rather than challenging what we are told. The reason we are swamped by celebrity is because there is a demand for it.

Disponível em: www.pitlanemagazine.com. Acesso em: 7 dez. 2017 (adaptado).

O texto, que aborda questões referentes ao tema do culto à celebridade, tem o objetivo de
destacar os méritos das celebridades.
criticar o consumismo das celebridades. 
ressaltar a necessidade de reflexão dos fãs. 
culpar as celebridades pela obsessão dos fãs.
valorizar o marketing pessoal das celebridades.

2

INF847

Inglês

The British (serves 60 million)

        Take some Picts, Celts and Silures
        And let them settle,
        Then overrun them with Roman conquerors.
        Remove the Romans after approximately 400 years
        Add lots of Norman French to some
        Angles, Saxons, Jutes and Vikings, then stir vigorously.
        […]
        Sprinkle some fresh Indians, Malaysians, Bosnians,
        Iraqis and Bangladeshis together with some
        Afghans, Spanish, Turkish, Kurdish, Japanese
        And Palestinians
        Then add to the melting pot.
        Leave the ingredients to simmer.
        As they mix and blend allow their languages to flourish
        Binding them together with English.
        Allow time to be cool.
        Add some unity, understanding, and respect for the future,
        Serve with justice
        And enjoy.

Note: All the ingredients are equally important. Treating one ingredient better than another will leave a bitter unpleasant taste.

Warning: An unequal spread of justice will damage the people and cause pain. Give justice and equality to all.

Disponível em: www.benjaminzephaniah.com. Acesso em: 12 dez. 2018 (fragmento). 

Ao descrever o processo de formação da Inglaterra, o autor do poema recorre a características de outro gênero textual para evidenciar 

a riqueza da mistura cultural. 
um legado de origem geográfica.
um impacto de natureza histórica. 
um problema de estratificação social. 
a questão da intolerância linguística.

3

INF848

Inglês

Becoming

        Back in the ancestral homeland of Michelle Obama, black women were rarely granted the honorific Miss or Mrs., but were addressed by their first name, or simply as “gal” or “auntie” or worse. This so openly demeaned them that many black women, long after they had left the South, refused to answer if called by their first name. A mother and father in 1970s Texas named their newborn “Miss” so that white people would have no choice but to address their daughter by that title. Black women were meant for the field or the kitchen, or for use as they saw fit. They were, by definition, not ladies. The very idea of a black woman as first lady of the land, well, that would have been unthinkable.

Disponível em: www.nytimes.com. Acesso em: 28 dez. 2018 (adaptado). 

A crítica do livro de memórias de Michelle Obama, ex-primeira-dama dos EUA, aborda a história das relações humanas na cidade natal da autora. Nesse contexto, o uso do vocábulo “unthinkable” ressalta que
a ascensão social era improvável.
a mudança de nome era impensável. 
a origem do indivíduo era irrelevante. 
o trabalho feminino era inimaginável.
o comportamento parental era irresponsável.

4

INF849

Inglês



SIPRESS. Disponível em: www.newyorker.com. Acesso em: 12 jun. 2018.

A presença de “at odds with” na fala da personagem do cartum revela o(a)

necessidade de acessar informações confiáveis.
dificuldade de conciliar diferentes anseios.
desejo de dominar novas tecnologias. 
desafio de permanecer imparcial.
vontade de ler notícias positivas.

5

INF850

Inglês

Exterior: Between The Museums — Day

    CELINE
    Americans always think Europe is perfect. But such beauty and history can be really oppressive. It reduces the individual to nothing. It just reminds you all the time you are just a little speck in a long history, where in America you feel like you could be making history. That’s why I like Los Angeles because it is so…

    JESSE
    Ugly?

    CELINE
    No, I was going to say “neutral”. It’s like looking at a blank canvas. I think people go to places like Venice on their honeymoon to make sure they are not going to fight for the first two weeks of their marriage because they’ll be too busy looking around at all the beautiful things. That’s what people call a romantic place — somewhere where the prettiness will contain your primary violent instinct. A real good honeymoon spot would be like somewhere in New Jersey.

KRIZAN, K.; LINKLATER, R. Before Sunrise: screenplay. New York: Vintage Books, 2005.

Considerando-se o olhar dos personagens, esse trecho do roteiro de um filme permite reconhecer que a avaliação sobre um lugar depende do(a) 
beleza do próprio local. 
perspectiva do visitante. 
contexto histórico do local. 
tempo de permanência no local. 
finalidade da viagem do visitante.

6

INF851

Português

        Um asteroide de cerca de um mil metros de diâmetro, viajando a 288 mil quilômetros por hora, passou a uma distância insignificante — em termos cósmicos — da Terra, pouco mais do dobro da distância que nos separa da Lua. Segundo os cálculos matemáticos, o asteroide cruzou a órbita da Terra e somente não colidiu porque ela não estava naquele ponto de interseção. Se ele tivesse sido capturado pelo campo gravitacional do nosso planeta e colidido, o impacto equivaleria a 40 bilhões de toneladas de TNT, ou o equivalente à explosão de 40 mil bombas de hidrogênio, conforme calcularam os computadores operados pelos astrônomos do programa de Exploração do Sistema Solar da Nasa; se caísse no continente, abriria uma cratera de cinco quilômetros, no mínimo, e destruiria tudo o que houvesse num raio de milhares de outros; se desabasse no oceano, provocaria maremotos que devastariam imensas regiões costeiras. Enfim, uma visão do Apocalipse.

Disponível em: http://bdjur.stj.jus.br. Acesso em: 23 abr. 2010. 

Qual estratégia caracteriza o texto como uma notícia alarmante? 
A descrição da velocidade do asteroide. 
A recorrência de formulações hipotéticas. 
A referência à opinião dos astrônomos. 
A utilização da locução adverbial “no mínimo”. 
A comparação com a distância da Lua à Terra.

7

INF852

Português

A draga

A gente não sabia se aquela draga tinha nascido ali, no Porto, como um pé de árvore ou uma duna.
— E que fosse uma casa de peixes?
Meia dúzia de loucos e bêbados moravam dentro dela, enraizados em suas ferragens. Dos viventes da draga era um o meu amigo Mário-pega-sapo.
[...]
Quando Mário morreu, um literato oficial, em necrológio caprichado, chamou-o de Mário-
-Captura-Sapo! Ai que dor!
Ao literato cujo fazia-lhe nojo a forma coloquial.
Queria captura em vez de pega para não macular (sic) a língua nacional lá dele…
[...]
Da velha draga
Abrigo de vagabundos e de bêbados, restaram as expressões: estar na draga, viver na draga por estar sem dinheiroviver na miséria
Que ora ofereço ao filólogo Aurélio Buarque de Hollanda
Para que as registre em seus léxicos
Pois que o povo já as registrou.

BARROS, M. Gramática expositiva do chão: poesia quase toda. Rio de Janeiro:
Civilização Brasileira, 1990 (fragmento).

Ao criticar o preciosismo linguístico do literato e ao sugerir a dicionarização de expressões locais, o poeta expressa uma concepção de língua que 
contrapõe características da escrita e da fala.
ironiza a comunicação fora da norma-padrão.
substitui regionalismos por registros formais.
valoriza o uso de variedades populares.
defende novas regras gramaticais.

8

INF853

Português

    O documentário O menino que fez um museu, direção de Sérgio Utsch, produção independente de brasileiros e britânicos, gravado no Nordeste em 2016, mais precisamente no distrito Dom Quintino, zona rural do Crato, foi premiado em Londres, pela Foreign Press Association (FPA), a associação de correspondentes estrangeiros mais antiga do mundo, fundada em 1888.
    De acordo com o diretor, O menino que fez um museu foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados Unidos-Europa entre os finalistas. O documentário conta a história de um Brasil profundo, desconhecido até mesmo por muitos brasileiros. É apresentado com o carisma de Pedro Lucas Feitosa, 11 anos.
    Quando tinha 10 anos, Pedro Lucas criou o Museu de Luiz Gonzaga, que fica no distrito de Dom Quintino. A ideia surgiu após uma visita que o garoto fez, em 2013, quando tinha 8 anos, ao Museu do Gonzagão, em Exu, Pernambuco. Pedro decidiu criar o próprio lugar de exposição para homenagear o rei e o local escolhido foi a casa da sua bisavó já falecida, que fica ao lado da casa dele, na rua Alto de Antena.

Disponível em: www.opovo.com.br. Acesso em: 18 abr. 2018.

No segundo parágrafo, uma citação afirma que o documentário “foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados Unidos-Europa entre os finalistas”. No texto, esse recurso expressa uma estratégia argumentativa que reforça a
originalidade da iniciativa de homenagem à vida e à obra de Luiz Gonzaga. 
falta de concorrentes ao prêmio de uma das associações mais antigas do mundo.
proeza da premiação de uma história ambientada no interior do Nordeste brasileiro.
escassez de investimentos para a produção cinematográfica independente no país. 
importância da parceria entre brasileiros e britânicos para a realização das filmagens.

9

INF854

Português

A volta do marido pródigo

        — Bom dia, seu Marrinha! Como passou de ontem?
        — Bem. Já sabe, não é? Só ganha meio dia. [...]
        Lá além, Generoso cotuca Tercino:
        — [...] Vai em festa, dorme que-horas, e, quando chega, ainda é todo enfeitado e salamistrão!...
        — Que é que hei de fazer, seu Marrinha... Amanheci com uma nevralgia... Fiquei com cisma de apanhar friagem...
        — Hum...
        — Mas o senhor vai ver como eu toco o meu serviço e ainda faço este povo trabalhar...
        [...]
     Pintão suou para desprender um pedrouço, e teve de pular para trás, para que a laje lhe não esmagasse um pé. Pragueja:
        — Quem não tem brio engorda!
        — É... Esse sujeito só é isso, e mais isso... — opina Sidu.
       — Também, tudo p’ra ele sai bom, e no fim dá certo... — diz Correia, suspirando e retomando o enxadão. — “P’ra uns, as vacas morrem ... p’ra outros até boi pega a parir...”.
        Seu Marra já concordou:
      — Está bem, seu Laio, por hoje, como foi por doença, eu aponto o dia todo. Que é a última vez!... E agora, deixa de conversa fiada e vai pegando a ferramenta!

ROSA, J. G. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.

Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido
à menção a enfermidades que indicam falta de cuidado pessoal.
à referência a profissões já extintas que caracterizam a vida no campo.
aos nomes de personagens que acentuam aspectos de sua personalidade. 
ao emprego de ditados populares que resgatam memórias e saberes coletivos. 
às descrições de costumes regionais que desmistificam crenças e superstições.

10

INF855

Português


Intenso e original, Son of Saul retrata horror do holocausto

    Centenas de filmes sobre o holocausto já foram produzidos em diversos países do mundo, mas nenhum é tão intenso como o húngaro Son of Saul, do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes.
    Ao contrário da grande maioria das produções do gênero, que costuma oferecer uma variedade de informações didáticas e não raro cruza diferentes pontos de vista sobre o horror do campo de concentração, o filme acompanha apenas um personagem.
    Ele é Saul (Géza Röhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus como ele que, por um dia e meio, luta obsessivamente para que um menino já morto — que pode ou não ser seu filho — tenha um enterro digno e não seja simplesmente incinerado.
    O acompanhamento da jornada desse prisioneiro é no sentido mais literal que o cinema pode proporcionar: a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close em primeiro plano ou em sua visão subjetiva. O que se passa ao seu redor é secundário, muitas vezes desfocado.
    Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança, e por isso pouco se envolve nos planos de fuga que os companheiros tramam e, quando o faz, geralmente atrapalha. “Você abandonou os vivos para cuidar de um morto”, acusa um deles.
    Ver toda essa via crucis é por vezes duro e exige certa entrega do espectador, mas certamente é daquelas experiências cinematográficas que permanecem na cabeça por muito tempo.
    O longa já está sendo apontado como o grande favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Se levar a estatueta, certamente não faltará quem diga que a Academia tem uma preferência por quem aborda a 2ª Guerra. Por mais que exista uma dose de verdade na afirmação, premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes.

Carta Capital, n. 873, 22 out. 2015. 

A resenha é, normalmente, um texto de base argumentativa. Na resenha do filme Son of Saul, o trecho da sequência argumentativa que se constitui como opinião implícita é
“[…] do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes”.
“Ele é Saul (Géza Röhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus […]”.
“[…] a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close […]”. 
“Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança […]”.
“[…] premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes”.