A paisagem estrita ao apuro do muro feito vértebra a vértebra e escuro. A geração dos pelos sobre a casca e os rostos em seus diques de sombra repostos. Os poços com seu lodo de ira e de tensão: entre cimento e fronte — um vão. As setas se atiram às margens de ninguém, ilesas a si mesmas retêm. Compassos de evasão entre falange e rua sondando a solitude nua. E na armadura de coisa salobra, um só segredo: a polpa toda é fruição de medo.
ARAÚJO, L. C. Cantochão. Belo Horizonte: Imprensa Publicações — Governo do Estado
de Minas Gerais, 1967.
No poema, a descrição lírica do objeto representado é
orientada por um olhar que